Manifesto


CIRCENSES DA BAHIA QUEREM AVANÇOS NAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O CIRCO NA BAHIA

A Cooperativa de Circenses da Bahia, representante de mais de 30 circos, grupos e artistas circenses, tem desenvolvido um trabalho na busca de importantes avanços nas políticas públicas para o Circo existentes no estado da Bahia, e na criação de outras.

Realizamos encontros em diversos territórios de identidade do estado reunindo artistas, circos itinerantes, trupes, grupos, escolas de circo, circo social, circo de rua, com a participação de autoridades dos governos e representantes de empresas públicas e privadas, para tratar de questões importantes para os circenses no nosso estado.

Recentemente membros da Cooperativa participaram em Brasília da Pré-Conferência Setorial Nacional de Circo e da II Conferência Nacional de Cultura, onde juntamente aos circenses delegados de todo Brasil, contribuíram na elaboração e aprovação das propostas prioritárias do circo e na eleição do Colegiado Setorial de Circo que tem assento no Conselho Nacional de Política Cultural-CNPC.

Apesar do funcionamento de um Núcleo de Circo, subordinado à Diretoria de Teatro (como se o Circo fosse subordinado ao Teatro) da FUNCEB, e do edital Fura-Fura/2009 (que saiu após anos de luta de classe e ainda esperamos a segunda edição), o governo estadual tem feito pouco pelo Circo e os circenses da Bahia e as políticas públicas para o Circo na Bahia precisam ainda percorrer um longo caminho.

Já nos governos municipais não existe nenhuma política pública que ajude o desenvolvimento e continuidade das artes circenses. Embora algumas tenham prometido, nenhuma prefeitura do Estado da Bahia reserva um espaço digno para o funcionamento dos circos itinerantes que passam pelos municípios. Nem um ponto de luz, nem um ponto de água, nem segurança. Nem garantir a matrícula dos filhos dos circenses, direito garantido em lei federal, as prefeituras querem. Muitas cobram taxas abusivas e/ou atrapalham a entrada dos circos nas cidades com “burrocracias” intermináveis. Isso quando simplesmente não fecham a “porta” da cidade, impedindo os seus cidadãos de ter acesso à cultura e lazer proporcionados pelo Circo.

E hoje, 27 de março, Dia Nacional do Circo, a Cooperativa dos Circenses da Bahia vem conclamar toda a sociedade baiana a participar dessa campanha em defesa e valorização do circo e exigir dos governos as seguintes reivindicações:

• Publicação e distribuição, pela FUNCEB, da Cartilha de Valorização do Circo na Bahia;
• Finalização, publicação e distribuição, pela FUNCEB, do Mapeamento do Circo na Bahia;
• Criação da Diretoria de Circo da FUNCEB, independente, com recursos, pessoal e estrutura para o atendimento às demandas dos circenses;
• Apresentação do Edital Fura-Fura de apoio ao Circo com frequência ANUAL e criação de outro edital estadual, com formato simplificado para apresentação de projetos, para montagem, circulação, capacitação profissional, circo social, pesquisa e memória, encontros, mostras, festivais, compra e criação de equipamentos, com maior quantia de recursos;
• Garantia do cumprimento da Lei 301, de 13 de julho de 1948 e da Lei 6.533, artigo 29, de 24 de maio de 1978, que garante vagas nas escolas para os filhos dos circenses;
• Valorização dos Mestres Circenses; detentores e transmissores dos saberes do circo. São os Mestres que garantem a continuidade das atividades circenses;
• Criação de um Sistema Estadual de Memória da Atividade Circense, dedicada a
documentação, preservação, restauração, formação, aquisição e difusão de acervos;
• Apoio e respeito às Escolas de Circo já atuantes (Escola Picolino, Circo Maravilha, Circo do Capão, Gueto Poético, entre outros) e apoio criação de novas escolas em outras regiões do estado, entendendo-as como patrimônio, difusoras e mantenedoras das artes circenses;
• Garantir o acesso da classe trabalhadora circense aos serviços básicos através de um
conjunto de ações intersecretarias (Saúde, Educação, Trabalho, Cultura, Ação Social, Direitos Humanos, entre outras).
Estamos na luta! Há braços!
VIVA AO CIRCO!
COOPERATIVA DE CIRCENSES DA BAHIA
27 DE MARÇO DE 2010
circosbahia@gmail.com

Turnê no sertão da Bahia

O circo Picolino arma sua lona no sertão da Bahia. Nesta sexta, a trupe inicia uma turnê de três semanas pelo interior, com patrocínio exclusivo da Bahia Mineração. Os artistas do Picolino se apresentam para escolas e comunidade em espetáculos aberto nas cidades de Caetitité (dias 16 e 17), Pindaí (23 e 24) e Malhada (30 e 31).

Boum Boum em Pituaçu


As 75 crianças que fazem aulas às terças e quintas no curso básico da Picolino e que assistiram recentemente ao espetáculo Quidam, receberam hoje a vista de Jailton Carneiro e de sua colega do Cirque de Soleil, a californiana Meghen Miller, artista do número aéreo nas liras. Jailton veio gravar uma matéria para o Esporte Espetacular, da Rede Globo, com o repórter Eduardo Oliveira. Brincou com as crianças, reviu os colegas instrutores e ainda ensinou a Leonardo, de Águas Claras, um pouco da coreografia de Boum Boum, um de seus personagens em Quidam. Meghen veio conhecer o circo, onde vai fazer uma aula de troca de experiência com artistas da Cia Picolino.