Cia Picolino é empresa social

A Cia Picolino de Artes do Circo recebe hoje em São Paulo o prêmio do Segundo Concurso de Atividades Empresariais Sociais no Brasil, promovido pela NEEsT, uma organização internacional de apoio a organizações da soiedade civil.

O projeto da Picolino, amparado num plano de negócio contruído no primeiro ano do concurso, e ampliar sua atuação no mercado como uma empresa social de Produção Cultural. Para colocar o plano em ação, a Cia Picolino vai receber da NESsT  U$ 15 mil, além da assessoria técnica por até três anos.

O projeto da Picolino foi um dos seis  escolhidos dentre 17 organizações da Sociedade Civil e um dos cinco que passam a integrar o Portfolio NESsT etapa avançada,  de incubação das empresas.  Além da cerimônia de premiação, Anselmo Serrat e Márcia Ogava participam também hoje em São Paulo do Workshop sobre Ferramenta de gestão de desempenho.

Além da Picolino, foram primiadas as organizações Gastromotiva e Vivenda da Criança em São Paulo, União
Popular de Mulheres Pró‐Melhoramento da Roupa Suja no Rio de Janeiro; Incores e Instituto Terraguá também de Salvador.

Criada em 1998  como resultado dos trabalhos da Escola Picolino, a Companhia Picolino foi  formada por jovens e adolescentes, em sua maioria vindos dos projetos sociais. Desde sua fundação, a companhia vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa temática centrado na cultura brasileira e, mais especificamente, na cultura baiana, buscando a cara, os hábitos, o ser do povo brasileiro e baiano, e também resgatando a identidade dos jovens da Picolino oriundos de bairros periféricos.

Por uma coincidência feliz, o prêmio da NESsT chegou junto com a conquista do Edital Petrobrás Cultural, que garante  a estruturação da Companhia Picolino e sua manutenção por dois anos, permitindo assim a estruturação da sustentabilidade do projeto.

 O trabalho da NESst, segundo informações do site da organização, está voltado à solução de problemas
críticos de ordem social nos mercados emergentes, através do desenvolvimento e do apoio a empreendimentos sociais que
fortaleçam a sustentabilidade financeira das organizações da sociedade civil e elevem ao máximo seu impacto social.

25 anos de circo com samba

O espetáculo deta sexta tem samba no pé, nas mãos, no corpo inteiro.
Malabaristas, trapezistas, equilibristas, acrobatas e palhaços atuarão sob o comando de Sandra Simões, principal maestra das noites memoráveis do Coletivo Circo dá Samba.

Vai ser um espetáculo diferente, com a música em primeiro plano, explica Luana Serrat, do grupo Fulanas Cia de Circo, que se apresentará junto com artistas da Cia Picolino.”Esta mistura de circo e música é a cara da Picolino. Será maravilhoso”, prevê Sandra Simões, que junto com o coletivo circo dá samba chegou a levar mil pessoas para a lona de Pituaçu nos shows do coletivo.

O espetáculo terá ainda como convidados especiais Pedro Morais, com número em homenagem a Cartola, e dos dançarinos Jonas Karlos e Jocélia Freire, com dança de gafieira. No picadeiro haverá espaço também para quem quiser acompanhar tudo com samba no pé.

A série Picolino 25 anos continua no próximo dia 27 de Março, dia Nacional do Circo, com a estréia do novo espetáculo Grupo Fulanas Cia do Circo.

Serviço:
25 anos de Circo com Samba
Na Lona da Picolino, em Pituaçu (Telefone 3363 4069)
Sexta, 12 de março, às 20 horas
Meia promocional para todos. R$ 10,00

Aula de circo, aula de vida

Eles são americanos e estão em Salvador a trabalho. Meghen Miler está em cartaz com um número de lira. Steven Ragatz, é especialista em malabares.
Eles trabalham duro todos os dias e mais um pouco de quinta a domingo quando se apresentam no espetáculo Quidam, do Cirque de Soleil. trabalharam na quinta à noite, voltariam ao palco na sexta, sábado e domingo. Poderiam aproveitar a manhã livre para tomar sol na piscina do hotel, ir à praia ou descansar.
Mas resolveram encarar um trabalho voluntário. Convidados por Jailton Carneiro, colega da trupe do Soleil, vieram à lona de Pituaçu passar à frente o que sabem. Encontram como turma instrutores da Escola Picolino de Artes do Circos e artistas da Cia Picolino.
Foi uma manhã de trabalho duro e divertido, como pode ser visto nas imagens do vídeo. Jailton fez a ponte entre as duas turmas que se formaram e atuou como instrutor e tradutor.
Presentes também Mel, o xodó de Jailton, com a mãe Elin. A garota não ficou um minuto parada. Estavam em casa.
À Escola Picolino e aos artistas da casa só restam duas palavras mágicas para estes circenses cidadãos do mundo: Muito Obrigados.